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Sábado, 19 de Agosto de 2017 | 43 visitantes online
 
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Boletins Clínicos

Asma

A asma é o termo utilizado para indicar qualquer forma de dispneia, isto é, de respiração difícil.
Existem vários tipos de asma:

Asma brônquica
Síndroma de hiper-reactividade brônquica a substâncias heterogéneas e a outros estímulos em indivíduos com predisposição constitucional; é clinicamente caracterizada por crises de dispneia paroxística predominantemente expiratória, mas por vezes também continua.
Além do factor constitucional, de que faz parte um comportamento neurovegetativo lábil, o indivíduo asmático tem uma sensibilidade hereditária em relação a esta doença e outras formas alérgicas – na realidade, em cerca de 50% dos casos é possível encontrar na história familiar episódios de asma, febre-dos-fenos e eczema. Também contribuem para o seu aparecimento profissões que expõem à inalação de pó e vapores irritantes da mucosa brônquica e doenças crónicas do aparelho respiratório.
A incidência da asma brônquica, apesar de apresentar variações sensíveis em relação aos diferentes países, ao tipo de trabalho e à idade individual, atinge percentagens que variam de 0,5 a 1 % da população.
Podem fazer-se numerosas classificações deste síndroma: é necessário, primeiro que tudo, distinguir a forma de asma secundária, que se instaura em consequência de outros fenómenos mórbidos como as bronquites crónicas, as cardiopatias, os tumores pulmonares, e a forma de asma primária, que por seu turno pode ter origem alérgica, infecciosa, psicogénica ou indeterminada.
Um outro tipo de classificação consiste em distinguir na asma uma forma intrínseca, em que os alergénios externos não são conhecidos e os testes de sensibilidade cutânea são negativos, começando na idade adulta ou senil, de modo mais ou menos contínuo, e uma forma extrínseca, em que se conhecem os alergénios externos e, portanto, os testes cutâneos são positivos, começando na juventude, surgindo por acessos e apresentando frequentemente uma alergia familiar de alergias múltiplas.
Clinicamente, essa afecção pode ser dividida em vários graus segundo a gravidade: desde uma forma assintomática de pequena intensidade, com provas da função respiratória normais, até formas muito graves de um verdadeiro e característico estado de mal asmático, com sintomatologia dispneica muito marcada, actividade física reduzida e graves alterações da função respiratória.
A doença manifesta-se com os característicos acessos asmáticos, que podem ser muito intervalados ou repetir-se várias vezes no mesmo dia. Devem-se à acção simultânea de três componentes: espasmo da musculatura lisa da árvore brônquica, edema da mucosa e hipersecreção das glândulas brônquicas. Estes três componentes combinam-se diferentemente nos diversos indivíduos, e até no mesmo indivíduo, originando numerosas variantes clínicas (isto explica porque alguns tratamentos são úteis a alguns indivíduos e pouco eficazes noutros).
O acesso asmático, que representa a manifestação clínica da asma brônquica, é desencadeado pela libertação da histamina e de substâncias semelhantes (acetilcolina, hidroxitriptamina), por reacção antigénio-anticorpo na mucosa brônquica. Revela-se por três sintomas constantes, sempre presentes em todos os ataques, independentemente da sua causa, da sua duração e da sua gravidade: dispneia, tosse e expectoração.
A dispneia é de tipo predominantemente expiratório, isto é, o doente tem mais dificuldade em expirar do que em inspirar o ar, porque a força exercida pelos músculos que actuam na inspiração é maior que a dos músculos expiratórios, os quais, por isso, só com dificuldade conseguem expelir o ar dos pulmões. O doente tem uma sensação de sufocação e necessidade de ar, está pálido, agitado, coberto de suores frios, os músculos do pescoço tornam-se tensos no esforço respiratório, a expiração é prolongada e sibilante. Simultaneamente, aparece a tosse, que, no entanto, pode ser por vezes o sinal do fim da crise asmática: no início é uma tosse seca e forte, depois torna-se produtiva, ou seja, acompanhada de expectoração viscosa e esbranquiçada. A pressão arterial está normal ou às vezes ligeiramente diminuída, aumenta a frequência das pulsações cardíacas, a temperatura pode subir ligeiramente. O acesso asmático pode ter duração variável e em regra termina lentamente com a diminuição progressiva da sintomatologia. Além deste quadro clínico da asma paroxística, existe a forma de asma crónica ou contínua: apesar de ser uma forma mais atenuada, acompanha-se frequentemente de infecções brônquicas crónicas. O quadro clínico do estado de mal asmático é mais grave; nele, as crises, todas de grande intensidade, seguem-se umas às outras com um pequeno intervalo, e é escasso o benefício com os tratamentos vulgares.
Tratamento
O tratamento do ataque asmático é feito no sentido de suprimir a contracção espástica das paredes dos brônquios e bronquíolos e baseia-se fundamentalmente na ministração de de fármacos <i>simpaticomiméticos</i>, que têm uma rápida acção broncodilatadora, como a aminofilina (por via endovenosa), a adrenalina (por via intramuscular, subcutânea ou aerosol) ou a efedrina (por via oral).
Os anti-histamínicos revelaram-se muto úteis, já que inibem a acção da histamina produzida pela reacção alérgica que dá ao nível da mucosa dos brônquios, directamente responsável pela sintomatologia asmática.
Além disso, sempre que possível, é útil recorrer ao tratamento com oxigénio. Às vezes pode ser aconselhado a utilização de sedativos moderados, mas é sempre necessário evitar os estupefacientes que, tendo acção de inibição sobre os centros bulbares da respiração, podem provocar graves insuficiências respiratórias, até à paragem total da respiração.
O tratamento do mal asmático tem de ser mais intenso e destina-se a restabelecer uma função respiratória eficiente, quer mediante o emprego dos fármacos antes citados, quer associando-os a preparações de cortisona ou ao ACTH que, graças à sua potente reacção antialérgica, consegue dominar na quase totalidade dos casos a grave sintomatologia.
Em todos os casos, seja qual for a causa da asma brônquica e a sua gravidade, é sempre aconselhável, quando possível, o afastamento de ambientes poeirentos, a climatoterapia de mar ou de montanha, acompanhada por uma eficiente ginástica respiratória, e a profilaxia das inflamações da árvore brônquica.

Asma cardíaca
Acesso de dispneia paroxística que aparece nos indivíduos com cardiopatia, devido, em regra, ao aumento súbito da pressão arterial ou à insuficiência aguda do ventrículo esquerdo. Aparece mais frequentemente de noite, quando o doente se encontra em decúbito dorsal, e manifesta-se por grave dificuldade respiratória, sensação de sufocação, estado de forte angústia; com a tosse é eliminada uma expectoração espumosa e rosada que, ao exame microscópico, apresenta as características células cardíacas. Se a crise não se resolver em poucos minutos, pode terminar num grave quadro de edema pulmonar agudo.
Tratamento
O tratamento destas afecções deve ser imediato e, apesar de beneficiar da ministração de morfina e oxigénio, às vezes requer um sangramento para diminuir a massa sanguínea que chega ao coração, cuja função, consequentemente, melhora.

Asma dos fenos
Forma periódica primaveril e estival de asma brônquica, na qual o alergénio que desencadeia o ataque é o pólen das gramíneas. Mais genericamente denominam-se febre-dos-fenos todas as formas asmáticas provocadas por pólens.

Asma tímica
Quadro clínico que se manifesta com crises de dispneia provocadas pela compressão da traqueia e dos vasos sanguíneos do mediastino exageradamente desenvolvidos.

Asma urémica
Respiração dispneica por acessos que pode aparecer no decurso de uremia, devido a grande sofrimento funcional da respiração.

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