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Doenças provocadas por animais domésticos

Os animais domésticos podem transmitir ao Homem numerosos microorganismos e/ou parasitas capazes de provocar doenças. Às doenças dos animais vertebrados (quer domésticos, quer selvagens) que podem ser transmitidas à espécie humana são denominadas de zoonoses. Falaremos aqui das principais zoonoses que podem ser transmitidas quer por animais criados pelos homens, quer por ratos.

Cães
Entre os animais domésticos que são uma fonte de infecções e infestações humanas, o cão tem um lugar de grande importância. De seguida, vamos ver três exemplos de doenças que podem ser transmitidas pelo melhor amigo do Homem.

  • Raiva
    Transmitida pelo cão, é transmitido através de um vírus filtrável que se localiza selectivamente no sistema nervoso central, provocando frequentemente a morte. O Homem pode ser contagiado não só pela mordedura do cão infectado, mas também quando é lambido. O vírus encontra-se na saliva do cão 10 dias antes da doença manifestar-se com a sintomatologia típica.
    No Homem, o período de incubação dura entra 20 e 60 dias, embora nalguns casos possa chegar a um ano.
    A profilaxia da raiva é feita com o combate à vadiagem e com a vacinação dos cães sãos. Para os Homens mais expostos ao contágio (veterinários, criadores, caçadores, etc..) também é aconselhável a vacinação preventiva.
  • Leptospirose
    Outra doença passível de ser transmitida ao Homem pelo cão. As leptospiras são microorganismos alongados, muito móveis, com forma espiral. São eliminados pela urina de animais infectados (sobretudo ratos e outros roedores) e sobrevivem muito tempo em ambientes húmidos (pântanos, águas de fossas, etc...). Dado o seu particular habitat, são sobretudo os cães de caça que estão expostos ao perigo de infecção. Podem contrair a doença bebendo ou molhando com água inquinada, ou caçando roedores infectados que às vezes os mordem. As leptospiras que afectam os cães são a Leptospira canicola e a Leptospira ictero-haemorrhagiae.
    Dada a gravidade da doença (que deve ser tratada com antibióticos adequados), é necessário preveni-la, por isso a vacinação é necessária também para cães como para Homens potencialmente mais expostos ao contágio.
  • Ténia Equinoco (echinococcus granulosus)
    Embora no cão esta pequena ténia não provoque grandes alterações, no Homem pode enquistar-se nos vário órgãos (fígado, pulmão, cérebro, etc...), atingindo dimensões notáveis. Esta zoonose acarreta gravíssimos perigos, como a compressão exercida nos órgãos vitais quando atinge grandes dimensões e o perigo de disseminação dos quistos-filhos em todos os organismos e a eventualidade de uma choque anafilático mortal. Entre as normas aconselhadas para prevenir a equinococose, estão o tratamento periódico (a cada seis meses) dos cães mais expostos à doença (dos pastores ou que frequentem matadouros) com vermífugos adequados e evitar deixar-se lamber pelos animais e beijá-los no nariz.

Gatos
Animal que, devido às suas relações com o Homem, lhe pode transmitir doenças.
Pode, por exemplo, disseminar ovos de helmintas que acidentalmente parasitam o Homem (Ascaris e Ancilostoma do gato, por exemplo).
Um perigoso protozoário parasita (Toxoplasma gondii), agente da toxoplasmose, consegue multiplicar-se sexuadamente nas células epiteliais do intestino delgado dos gatos. Por isso, os felinos domésticos disseminam os oocistos, que são uma forma resistente, no ambiente externo. A doença atinge muitos mamíferos (coelhos, lebres, cães, porcos, etc...) e aves. As carnes cruas dos animais infectados são uma perigosa fonte de infecção para o Homem. A patologia da toxoplasmose é muito complexa e polimorfa e pode ter características de extrema gravidade.
O gato também é responsável pela transmissão de uma infecção vírica: a linforreticulose benigna, também chamada de febre do arranhão do rato. O Humano, após um arranhão ou mordedura do felino (às vezes um simples contacto), apresenta vermelhidão e aparecimento de vesículas na zona atingida e frequentemente uma supuração dos glânglios linfáticos vizinhos. Aparentemente o gato apenas transmite o vírus, uma vez que no animal nunca foram encontrados sintomas da doença.

Bovinos
Os bovinos também podem transmitir ao Homem doenças graves.

  • Tuberculose
    A estirpe bovina do bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis var. bovis) é patogénico para o Homem, que pode ser infectado por contacto directo com o animal ou por ingestão de leite não esterilizado e lacticínios frescos.
    No Homem, a estirpe bovina da tuberculose provoca quase sempre infecções infantis meníngeas, osteoarticulares e ganglionares, enquanto as infecções pulmonares são raras. A principal norma profilática consiste na ingestão de leite sempre pasteurizado ou esterilizado ou, então, previamente fervido.
  • Brucelose
    Também conhecida por febre ondulante, é outra doença bactérica transmitida por bovinos. Esta zoonose é provocada por várias espécies do género Brucella:
    B. melitensis (atinge sobretudo os bovinos e os ovinos);
    B. abortus bovis (mais frequentemente nos bovinos);
    B. abortus suis (mais frequentemente nos suínos).
    Todas as espécies de Brucella são patológicas para o Homem, embora o perigo de contágio seja naturalmente maior para aqueles que trabalhem em directo contacto com essas classes de animais. Tal como para a tuberculose, a ingestão de leite cru, de queijos não fermentados, de manteiga, natas ou outros lacticínios frescos pode provocar no Homem brucelose, doença aborrecida e longa, que, às vezes, é letal.
  • Encefalopatia Espongiforme Bovina
    Esta doença neurodegenerativa afecta o gado doméstico bovino. É popularmente conhecida por Doença das Vacas Loucas ou pelo seu acrónimo inglês BSE. Teve origem em Inglaterra, em meados dos anos 80, e o seu agente patogénico é uma forma especial de proteína chamada prião. No Homem, a encefalopatia espongiforme bovina causa uma doença semelhante, a Doença de Creutzfeldt-Jakob. A principal norma de profilaxia consiste em evitar o consumo de carne com osso, vísceras, tutano, cérebro e outros restos de vaca.

Suínos
Muitas das doenças que encontramos nos bovinos atingem igualmente os bovinos. É o exemplo da brucelose. Além disso, estes mamíferos podem difundir algumas Leptospiras (L. pomona e L. mitis). A primeira, em particular, causa na espécie humana a forma de Leptospirose vulgarmente chamada de doença dos porqueiros, caracterizada por uma sintomatologia meníngea. Também é sabido o perigo que se corre quando se come carne de porco crua ou mal cozinhada. Com efeito, este animal pode ter dois perigosos helmintas parasitas que se transmitem ao Homem: a Triquina (Trichinella spirallis), assim como a forma larvar de uma ténia (Taenia solium), bastante mais perigosa do que a bovina, devido à possibilidade de se localizar no cérebro ou nos olhos, por exemplo.

Cavalos
Uma doença grave para os equinos, contagiosa para o Homem, é o mormo, cujo microorganismo responsável é o Actinobacillus mallei. A infecção tornou-se rara e pode ser tratada com sulfamidas, mas antigamente os casos mortais eram muitos.
Neste grupo de mamíferos há a destacar que, nas suas fezes, podem eliminar esporos do tétano. Por isso, estábulos, terrenos estrumados ou pastos têm altos níveis de contaminação, sendo altamente perigoso caminhar com os pés descalços ou ferir-se.

Ratos
Além da Leptospirose (ver doenças dos cães), seria muito longa a lista de infecções passíveis de serem transmitidas pelos ratos. Vamos ficar-nos por mais alguns exemplos. O rato cinzento das fossas e o rato negro servem de reservatório ao bacilo da peste (Parteurella pestis). Estes roedores em geral podem ter durante muito tempo o microorganismo do tifo endémico (Rickettsia mooseri). Em ambos os casos esses microorganismos são transmitidos ao Homem não directamente pelos roedores mas pelas pulgas. Os ratos têm o Estreptobacilo moniliforme na faringe e, com as suas mordeduras, podem infectar o Homem: a afecção conhecida com o nome de febre-da-mordedura-de-rato evolui com elevação térmica, aparecimento de manchas cutâneas e petéquias (pontos vermelhos causados por pequenas hemorragias de vasos sanguíneos) e poliartrite.

in Nova Enciclopédia Médica Publicit

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