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Sábado, 19 de Agosto de 2017 | 44 visitantes online
 
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Febre

A Febre é uma elevação da temperatura do corpo de origem interna, provocada por um aumento do metabolismo e, portanto, com maior produção de calor e com uma alteração do equilíbrio entre produção e dispersão, sendo esta inferior à produção.

Nesta definição estão excluídas as hipertermias não febris, como a o golpe de calor, que é causado por um defeito da termodispersão.

A causa mais frequente da febre é representada pelas doenças infecciosas que a provocam devido a uma alteração dos centros encefálicos que regulam a temperatura do corpo, induzida por produtos de origem bacteriana ou pelos tecidos destruídos. Acontece que o metabolismo é regulado de maneira que seja produzido mais calor, não sendo a produção compensada por maior eliminação.

Causas menos frequentes são as intoxicações alimentares, o hipertireoidismo, as substâncias químicas, a fadiga física, a distonia neurovegetativa (que, por norma, só conseguem produzir ligeiros aumentos de temperatura).

Durante a febre produzem-se uma série de alterações funcionais dos vários aparelhos orgânicos: com efeito, são alterados os aparelhos cardiocirculatório, respiratório, digestivo e urinário.

O indivíduo com febre apresenta um aumento do ritmo cardíaco proporcional à elevação febril (oito pulsações por cada grau de temperatura), um aumento dos movimentos respiratórios, alterações do aparelho digestivo (por exemplo, falta de apetite, náuseas, vómitos, obstipação, diminuição da diurese e emissão de urina de cor amarelo-escura). Além disso, existem várias alterações do metabolismo dos hidratos de carbono e das proteínas, com produção e eliminação de azoto pelo menos três vezes superior ao normal.

Segundo a elevação, as temperaturas podem ser:

  • subfebris (37,5ºC - 38ºC)
  • ligeiras (38ºC - 38,5ºC)
  • moderadas (38,5ºC – 39ºC)
  • altas (superiores a 39ºC)

Segundo a evolução, existem também vários tipos de febre. Estes são alguns exemplos mais comuns:

  • intermitente: neste tipo, surgem acessos febris separados por períodos de temperatura normal;
  • contínua: a temperatura mantém-se elevada, com abaixamentos diários que não ultrapassam o 1ºC (na pneumonia, febre tifóide, etc) ;
  • remitente: nesta forma, a temperatura apresenta oscilações diárias superiores a 1ºC (típicas dos processos sépticos generalizados);
  • recorrente: consiste em períodos de quatro / cinco dias de febre contínua, alternando com períodos sem febre.

Na febre, há que ainda que observar se o período de subida é brusco (pneumonias, septicemias) ou lento (gripe, etc) e se o restabelecimento da temperatura normal se realiza por crise com abaixamento rápido da temperatura ou por lise, com remissão gradual (por crise na pneumonia, por lise na bronquite).

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