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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017 | 22 visitantes online
 
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Boletins Clínicos

Insónias

Definidas como ausência ou falta de sono. Este fenómeno anormal representa às vezes uma alteração considerável, dado que o sono representa uma necessidade imprescindível do organismo causada pelas ocupações diárias, quer físicas, quer mentais. Muitas vezes é provocada por uma digestão laboriosa que, mesmo quando não produz uma verdadeira insónia, é pelo menos a causa de um sono agitado e não continuado. Daqui advém a conveniência de não comer comidas pesadas antes de dormir.

As causas das insónias são numerosas: as preocupações, o excesso de fadiga física e intelectual, a sobre-excitação devida a dores ou grandes alergia, a ingestão de substâncias excitantes (café, chá, álcool e anfetaminas).

O tratamento racional das insónias está logicamente subordinado à causa, mas todos os tipos desta maleita beneficiam com vida ao ar livre, repouso e distracções. Bons resultados, em casos de insónia persistente, obtêm-se com hidroterapia (meia-hora de banho tépido antes de ir deitar-se).

Uma forma particular de insónia é a insónia circulatória, que atinge os ateroscleróticos cerebrais e os afectados, em geral, por alterações de circulação: esta forma manifesta-se sobretudo nas pessoas que, sobretudo depois dos 40/50 anos) têm o hábito de trabalhar muito tempo à noite. Não parece exacto que o sono se oponha à fadiga e que, por isso, só seja necessário, para equilibrar a actividade desenvolvida pelo organismo; os lactentes, durante muito tempo depois do nascimento, dormem muito sem no entanto se terem cansado, enquanto os idosos, que têm habitualmente um sono breve, não dormem mais que o normal mesmo que tenham trabalhado excessivamente.

Há, por outras palavras, um ritmo vital, independentemente do maior ou meno esforço diário, ritmo que alterna o sono e a vigília e no qual a fadiga participa só em certa medida. A acção restauradora do dormir consiste verdadeiramente na destruição das substâncias tóxicas acumuladas durante a vigília; como se dá esta destruição ainda é incerto, mas ela parece inegável mesmo só considerando o aspecto enrugado e desfeito do indivíduo com insónia, a sua indolência e inércia, os olhos pesados e com sensação de queimadura, pensamento lento e confuso.

As 7/8 horas de sono que se pensa serem diariamente necessárias não senão uma média porque, enquanto muitos organismos se satisfazem com repousos mais breves, outros, para se restaurarem, precisam de um repouso mais longo. Em geral, os indivíduos que afirmam contentarem-se com 4/5 horas de sono são neuropáticos mais ou menos latentes: o pouco sono é sinal da sua instabilidade nervosa. Dorme melhor e mais profundamente o trabalhador manual: o intelectual tem em geral um sono menos tranquilo e tem tendência para dormir mais de manhã. A criança e o ser menos evoluído psiquicamente, pelo contrário, têm também um sono mais profundo.

O sono pode ser anormal por defeito ou por excesso, mas na nossa actual e dinâmica civilização, que tende a tornar neurótica toda a humanidade, está sobretudo difundida a anomalia por defeito, isto é, o sono superficial e a insónia verdadeira.

O sono superficial é muitas vezes confundido com a insónia: com efeito, acorda-se ao mínimo barulho, e acaba por se dormir aos bocados, de uma forma que não é, de facto, repousante, pelo que o indivíduo acorda com a sensação de não ter dormido. Há insónia verdadeira quando o sono custa a aparecer (sono atrasado) ou quando se acorda poucas horas depois de adormecer (despertar precoce) com dificuldade em readormecer ou quando estão associadas as duas circunstâncias, sono atrasado e despertar precoce.

Há causas que favorecem o aparecimento da insónia (causas predisponentes) e causas capazes de provocarem directamente a alteração (causas determinantes). A principal causa predisponente consiste na hereditariedade nervosa, isto é, o ter entre os ascendentes indivíduos com neuropatias. Este factor contribui de maneira notável para a formação de um temperamento neurasténico e o neurasténico é um típico candidato à insónia. Como causas determinantes podem temporariamente actuar as que tendem a esgotar e a fatigar o sistema nervoso: fadiga devida a um trabalho feito até tarde, na noite, excesso de leitura, abusos sexuais, jogo emocionante, discussão violenta, preocupações devidas à espera de algum acontecimento, etc... Mas a causa determinante deve ser sempre procurada em qualquer doença, manifesta ou latente, do organismo. Este conceito leva a concluir que a insónia pode ser simplesmente a manifestação de um estado neurótico ou o sinal de qualquer outra afecção: digestão difícil, doença do fígado, alterações renais, cardíacas, circulatórias, etc...

Em geral, coexistem uma e outra origem, isto porque qualquer destas doenças, que no indivíduo normal provocam somente os seus sintomas particulares, no neurótico, isto é, no indivíduo com predisposição, também provocam a insónia. Por isso, deve-se sempre distinguir se se trata de uma insónia funcional, não ligada a uma doença orgânica, ou se é uma insónia sintomática, uma manifestação de uma doença evidente ou ignorada.

Crê-se, com uma certa aproximação, que o mecanismo da primeira, não ligado a lesões verdadeiras, se desenvolva na trama do córtex cerebral (insónia cortical), enquanto o mecanismo da segunda implicaria os centros que se encontram abaixo do córtex, nos núcleos de base do cérebro (insónia basal).

Pode-se tentar uma cura sobretudo seguindo certa regras higiénicas. Para não perturbar o ritmo vital a que se habituou o organismo, convém não se deitar tarde e, se possível, fazê-lo sempre à mesma hora. Por isso não se deve manter acordado de noite, pois o sono do dia nem sempre compensa o mais calmo e repousante da noite; não se deve dormir logo a seguir às refeições, deve-se deixar passar, pelo menos, um par de horas. É claro que, independentemente destas normas, quando há uma razão orgânica é necessário intervir sobre esta, mas dado que ela provoca insónia nos indivíduos que estão, devido à sua constituição neuropática, predispostos, uma vez desencadeada a alteração, surge um ciclo vicioso: o desiquilíbrio nervoso conduz à insónia e a insónia, devido à falta de repouso ou à sua insuficiência, agrava o desiquilíbrio nervoso e este aumenta ainda mais a insónia e assim por diante.

Por isso, a maior parte das vezes, o recurso ao soporífero é uma necessidade. Os mais usados são os derivados do bromo, os barbitúricos e as glutarimidas: os primeiros actuam principalmente no córtex cerebral e os outros nos centros subcorticais. Assim como falamos de uma insónia cortical e de uma insónia basal, dispomos também de narcóticos que podem ser escolhidos com rigor e adaptados a cada caso. Além disso, não existindo formas de insónia absolutamente puras , o melhor soporífero consiste na associação dos princípios terapêuticos. A escolha da preparação terá sempre ser confiada ao médico.

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